Eu enterro a luz do dia com a minha terra
Meu planeta é independente
E a noite é permanente
Eu encerro a fantasia e declaro guerra
Ao sentimento impaciente
Reconheço que ele mente
Eu cristalizo este momento
Voltar é só um hábito
Tentador e cálido
Contra a luz do sol, na direção do vento
O calor me persegue, ávido
Mas eu ando mais rápido
Borboleta de açúcar, estátua de sal
Escape pelos meus dedos, ultrapasse o sinal
Quero ser indiferente
Sonhei que amolecia a sua carne com os dentes
Te feria delicadamente
A vapor, sem pressão
Tentei absorver o intocável, perecível
Líquido com livre arbítrio
Faminta, me consumi
Doença que vai e vem
Os sintomas: Hematomas
Não são dores, mas caimbras interiores
Sofro de cegueira intermitente
Todo ser vivo racional mente
Um semideus, principalmente
Você é uma ilusão, e agora somos iguais
Nenhuma de nós existe mais