Quando viro vampiro, me admiro
Mas não consigo me ver
Refletida somente em vida
Eu tive que morrer
Velho espelho, um conselho, o alho, a cruz
Prefiro o escuro, mas aturo a luz
Quando volto à forma humana, me sinto profana
Quero me redimir
Vendo o osso exposto, quase sinto o gosto
Passo a me distrair
Se não me concentro, eu volto pra dentro
E não consigo sair
Se ultrapasso o limite
Eu perco o convite pro melhor festival
Se me atraso pro julgamento
Fico presa no tribunal
Uma chance é o mesmo que nada, se desperdiçada
Perco o prazo do renascimento
Adianto o meu final