Enigma Número Um

Imagine um enigma genuíno
Amargo gérmen, o ego
Mero neurônio nu

Mago imune ao mau agouro
O menor gene no ramo, um grama
O maior gênio no reino

Um rumo ermo, rua íngreme
Um monge em meio à regra e a norma
A origem em uma era, o agora

A imagem mãe gera uma menina ruim, a ira
E um menino magro, o amor
Nome e maneira à margem áurea

Numa miragem morena, uniram a nau ao mar
Imaginaram o rei morrer
Amém, rogaram ao negro ar

O enigma é um enorme engano
Ruir o muro é o mínimo
A ira e o amor não morrem

(Esse poema é parte da zine Anagramanátema. Todas as palavras nele são anagramas das letras em seu título.)

Deixe um comentário